Se você está iniciando agora na bolsa de valores, talvez se pergunte como que uma empresa se torna de capital aberto e é justamente essa a função do IPO.

Apesar de ser um termo muito comum no mercado financeiro, muitos ainda não sabem para que serve a sigla. Se esse é o seu caso, não se preocupe, pois neste artigo você entenderá o que é um IPO, como ele funciona e quais as vantagens e desvantagens para o investidor.

O que é IPO?

IPO é a sigla para “Initial Public Offering”, em português, significa “Oferta Pública Inicial”. Também conhecido como a abertura de capital. Trata-se de quando uma empresa decide abrir capital e distribuir suas ações na Bolsa de Valores pela primeira vez.

Quando isso acontece, a empresa passa de “limitada” (Ltda), que geralmente possui dois ou mais sócios, para “sociedade anônima” (S/A), quando as ações são vendidas na Bolsa.

Muitos veem os IPOs como novas oportunidades, afinal, são empresas que podem agregar valor aos seus investimentos. Além da possibilidade de comprar as ações por um preço inicial baixo e vê-las subirem de forma rápida e intensa. 

Como funcionam os IPOs?

Para realizar um IPO, uma empresa deve cumprir uma série de requisitos legais e regulatórios. Esse processo pode levar mais de ano para sair do papel. 

A empresa precisa fazer um intenso processo de planejamento. É preciso, por exemplo, realizar uma auditoria financeira detalhada e apresentar três anos de balanços auditados.

Para cada tipo de negócio há também regras e riscos inerentes de cada setor, com ambientes regulatórios diferentes a serem respeitados. Assim, cada IPO é um processo único, complexo e minuciosamente planejado. 

Algumas etapas de planejamento de um IPO:

  • Roadshow: são realizadas reuniões de apresentação por instituições financeiras que assessoram as operações para o mercado. O objetivo é despertar o interesse de grandes investidores a participar do negócio;
  • Registro: é necessário fazer o registro da companhia aberta junto à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e solicitar a listagem na B3 (a bolsa brasileira). Além de solicitarem autorização para realizar a venda de suas ações ao público;
  • Prospecto: este documento apresenta as informações essenciais para que o investidor entenda a companhia que está abrindo o capital;
  • Bookbuilding: esse mecanismo considera a quantidade de ações e qual o valor que os investidores institucionais indicaram que querem comprar para estabelecer o preço em que os papéis serão efetivamente lançados.
  • Dia D (estreia na Bolsa): esta é a data em que as ações da nova empresa efetivamente começarão a ser negociadas no pregão. O desempenho dos papéis nesse dia costuma ser acompanhado com entusiasmo pelos investidores, porque é um indicativo de como o mercado recebeu a operação e a companhia que passou a ser listada na bolsa.

Ofertas primárias x ofertas secundárias

As ofertas primárias, representam a venda de novas ações emitidas pelas companhias no mercado. Os recursos obtidos com os investidores no IPO vão para o caixa da companhia, fazendo com que aumentem seu capital social. Esses recursos são usados, normalmente, para a expansão dos negócios, através de novos investimentos.

Já nas ofertas secundárias, quem vende as ações é o empreendedor e/ou algum de seus atuais sócios. As empresas, nesses casos, não realizam um aumento de capital. Os papéis normalmente pertencem a sócios que, por alguma razão, querem reduzir ou se desfazer de sua participação no negócio. Em vez de ir para o caixa da companhia, como acontece nas ofertas primárias, o dinheiro da operação vai para o bolso dos proprietários dos papéis vendidos.

Vantagens e desvantagens dos IPOs para os investidores

  • Vantagens: A primeira vantagem é a chance de poder reservar as ações antes mesmo delas ingressarem no mercado, tendo a possibilidade de pagar um valor bem menor do que será negociado no pregão de estreia.
  • Segunda, a possibilidade de lucrar com a valorização, afinal os IPOs das empresas tendem a crescer.
  • Desvantagens: é um processo mais arriscado do que fazer aportes em empresas com um histórico na Bolsa. Como o mercado gira em torno da volatilidade, dependendo da companhia, é possível que o valor da ação, que subiu no IPO, acabe não sendo valorizada pelo mercado e caia muito em seu primeiro pregão, dando prejuízo aos investidores. 
  • Segundo, pelo fato da empresa ainda não ser pública, não existem tantas informações a respeito dela como em uma companhia com uma base de acionistas já formada.

Investir em IPO pode ser uma grande oportunidade para os seus investimentos, porém, é importante estar atento às análises e informações da empresa para que esse investimento não se torne uma dor de cabeça.

Gostou deste post? Então fique ligado nos próximos conteúdos que iremos postar aqui! 

Quer saber mais sobre renda variável, quais empresas investir e qual a melhor forma de fazer seus investimentos render? Conte com a Multibot! Somos uma plataforma focada em investimentos no mercado de ações, com a missão de auxiliar você em sua tomada de decisões. 

Acesse nosso site www.multibot.com.br , e tenha acesso as melhores dicas e informações sobre o mercado financeiro para te ajudar a investir da melhor forma! 😉

0 Shares:
1 comment
Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

You May Also Like